terça-feira, 18 de agosto de 2009

"SÓ VIVER NÃO BASTA. TEM QUE VALER À PENA"

Colaboração: J. Leôncio Andrade

ROLA NA INTERNET

CONGRESSO NACIONAL

Se gradear vira zoológico,

se murar vira presídio,

se cobrir com lona vira circo,

se botar luz vermelha vira puteiro

e se der a descarga não sobra ninguém.

domingo, 16 de agosto de 2009

RAUL 'N' ROLL

No próximo dia 21 de agosto completará 20 anos da morte - prá uns, prá outros nem tanto - do fundamentalista da sociedade alternativa, discípulo de Gita e visionário do novo aeon Raul Seixas, ele própio uma metamorfose ambulante. Nascido Raul dos Santos Seixas, em Salvador, no dia 28 de junho de 1945, com 4,5 quilos, Raulzito (seu nome de guerra) tornou-se personagem lendária do rock brasileiro, com suas músicas auto-biográficas e auto-reflexivas e seu jeito de viver e encarar a própria vida.

Vinte anos atrás, o maluco beleza morria e com ele, para muitos, o maior cantor-compositor do Brasil, não só pelo seu repertório com letras de conteúdo, como também por ter sido, segundo Francisco José da Silva, mestre e professor de filosofia, "o primeiro compositor a transformar a música de instrumento poético em instrumento filosófico, discutindo desde questões políticas até questões metafísicas e existenciais, tudo isso de forma bem humorada mas, acima de tudo, numa linguagem acessível a qualquer pessoa".

Até os dias atuais, sucessos imorredouros como Gita, Sociedade Alternativa, Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás, Ouro de Tolo, Mosca na Sopa, Tente Outra Vez, Al Capone, e tantos outros mais, continuam a embalar tanto a geração contemporânea de Raul como as novas gerações. Ademais, é fato que a história desse baiano, fã de carteirinha do rock e de Elvis Presley, leitor de Augusto dos Anjos, Joseph Proudhon e Aleister Crowley, da bíblia, do Tao Te King, do Alcorão e do Baghavad Gita, tem motivada toda uma produção literária desde a sua morte, incluindo teses de doutorado, dissertações de mestrado, monografias, artigos em jornais e revistas e produções midiáticas das mais diversas.

Próxima sexta-feira, 21 de agosto de 2009. Dia de, muito mais do que chorarmos a morte do eterno rei do rock brasileiro, comemorarmos o privilégio de termos tido entre nós o cantor-compositor-visionário-irreverente-et cetera que transformou para sempre o modo de pensar e produzir música boa no Brasil.

Ivo Dias

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

ACONTECÊNCIAS DA VIDA REAL II

Uma das minhas irmãs fazia feira-livre em Sobral na companhia do seu filho caçula quando de repente notaram que vinham sendo seguidos pela figura simpática, mas meio maltrapilha, de um garoto que levava à tira-colo uma pequena caixa mal conservada de isopor. Era um vendedor-mirim de picolés que via no meu sobrinho Mateus, de 5 anos, um potencial consumidor para a sua mercadoria. E estava certo. Daquele momento em diante, Mateus passou a insistir para que sua mãe lhe comprasse um picolé ao tempo em que ela tentava convencê-lo de sua negativa devido a figura suja e descalça do vendedor e a aparência pouca higiênica do isopor.
- Ô, mãe, compra um picolé prá mim, compra.
-Queira não, Teteu. - Respondia seguidamente minha irmã, enquanto caminhavam pelos corredores da feira sempre seguidos pelo vendedor de picolés.
Em dado momento, depois de mais uma insistência do meu sobrinho, minha irmã, sentindo que simplesmente negar não estava surtindo efeito, tentou argumentar. Aproximando-se mais de Mateus, e com uma expressão de nojo no rosto, sussurrou-lhe ao ouvido:
- Teteu, queira não, meu filho. É picolé de ameba...
- Mas tem de abacate também, mãe! - Contraargumentou, ávido, meu sobrinho Teteu.

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Quase final de expediente, me prontifico a atender o último cliente da fila, uma senhora que queria uma senha para o seu cartão-cidadão. Depois de incluir os dados necessários para a operação, me dirijo a cliente:
- Senhora, crie sua nova senha no teclado. Digite oito algarismos.
- Oito alga... Alga o quê mesmo? - Pergunta a senhora, meio que gaguejando.
- Algarismos. Digite oito algarismos que serão a senha do seu cartão. - Respondo eu.
A cliente, coçando a cabeça e meio envergonhada, argumenta:
- Algarismo? Ah, moço, eu não sei mais o que é algarismo, não. Já faz tanto tempo que eu não estudo geografia...

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

CURTAS E GROSSAS V

1-Peraí! Ter cuidado com a gripe suína e coisa e tal, tudo bem. Mas daí a chegar a essa esquisitice aí da foto, é radicalizar. Tudo bem que as agências bancárias, pela quantidade de gente que procuram seus serviços, é um ambiente que favorece por demais a transmissão do vírus da gripe entre as pessoas, mas agindo-se dessa maneira é aquela estória: em vez de se matar o carrapato quem vai morrer é a vaca.
2-Qual é agora a desse soldadinho golpista com essa estória de guerra? Que porra-louquice é essa desse pseudo-Bolívar que, enquanto a maioria de seus concidadãos sofrem a humilhação de passar fome, cria, movido pela sua mega-cretinice, um factóide que só tende a piorar ainda mais as relações internacionais de seu combalido país? Guerra! E logo com quem? Com o Tio Sam. É muita pretensão! Um doidim desse...
3-E essa lei que se criou para garantir o sossego de quem quer um merecido descanço, que ficou conhecida como lei do silêncio, será mais uma criada para não ser obdecida, como muitas outras pelo Brasil a fora? No começo até que se via a fiscalizão, mas já relaxou e o que se vê são bares, casas de show, igrejas e templos e os detestáveis paredões de som azucrinando todo mundo em qualquer lugar num descarado afronta às leis. E, na maioria das vezes, quando se telefona para os órgão competentes para denunciar, o que acontece é um jogo de empurra prá lá e prá cá, sem que ningúem queira assumir a competência para a solução do caso. E tudo piora nos balneários praianos. Aí vira terra de ninguém. Tornam-se territórios livres para os paredões (muitos já são espigões) de som que não respeitam áreas residenciais, escolas ou hospitais. E haja barulho e suas consequências, inclusive danos físicos e psicológicos.

BRIGA DE CACHORRO GRANDE


A expressão popular briga de cachorro grande é a expressão que mais se adapta ao affair Globo X Record. A muvuca é o seguinte. De um lado, a televisão dos Marinhos leva ao ar, em horário nobre, notícias dando conta que a emissora de Edir Macedo foi comprada com dinheiro desviado irregularmente das doações, que não seriam nada voluntárias, dos fiéis da Igreja Universal, também de Edir, uma vez que, por lei, o dinheiro arrecadado por instuições desse tipo só pode ser empregado em atividades ditas sociais, sem fins lucrativos. Ademais, a Globo apresenta Edir Macedo como cabeça de uma "quadrilha" que usa a arrecadação da Igreja Universal para benefício próprio, e para, além de aquisição de empresas com finalidades lucrativas, lavagem de dinheiro e remessas internacionais irregulares. Do outro lado, a televisão de Edir Macedo acusa os Marinhos de terem sempre se locupletados com dinheiro público, possibilitado pela eterna subserviência deles à ditadura militar e a governos de direita, e que seus ataques seriam motivados pela ameaça que a Record impõe à audiência global.

Sem querer entrar no mérito de quem está ou não com a razão nessa cachorrada - se é que, em briga de cachorro, algum tenha razão - o que salta aos olhos dos mortais expectadores é que os dois lados só se preocupam em contra-atacar e não em defender-se das acusações que lhe são imputadas. Ou será que nessa briga os dois tem mesmo razão...?

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

KOOKABARA BAR E RESTAURANTE

A praia do Icaraí, em Caucaia, na região metropolitana de Fortaleza, conta agora com o novo Kookabara Bar e Restaurante, onde se pode degustar o melhor da culinária local e nacional, em pratos à base de peixe ou carne, e bebidas das mais variadas. Com um ambiente aconchegante e atencioso atendimento, o Kookabara Bar e Restaurante oferece aos seus visitantes música ao vivo às sextas e sábados. Seu endereço é Av. central, s/n, esquina com O Geladão. Telefone (85)3318 2832. Vale à pena conferir.
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Foto: Ian Dias

É MUITA PU _ _ RIA!

Quão emblemática é essa foto! É a cara em Carrara esculpida (escarrada e cuspida fica mesmo bem melhor) do senado federal. Uma triste pantomima! Dois artistas ( ou seriam bandidos?) em cena. Um, travestido de mártir da honestidade e honradez, destila seu veneno, muito bem ensaiado para as câmeras de tv, contra um octogenário que defendia o óbvio, enquanto o outro rir, debochadamente, da sua cara de pau. Ao fundo, os figurantes, a casta reles do elenco, sem vez nem voz. E atentem! Tudo isso acontecia numa sessão plenária na qual se tratava do afastamento ou não do presidente do senado federal. É mole ou quer mais...?
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Foto Ag. Senado, extraída do Jornal O POVO (05.08.09)